segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

São Jorge Ninguém - spray e látex sobre MDF

Nos últimos dois domingos visitei três exposições em três museus diferentes.

Domingo passado fomos ao Museu da Língua portuguesa ver a exposição do Gilberto Freyre. As crianças se encantaram com as sombras coloridas, as geladeiras e as gavetas dos criados mudos antigos. Além dos fones de ouvido, claro (apesar da frustração de não ter música). A mim me encantou seus desenhos, suas redes de amizades, a sua simplicidade e, acima de tudo, o seu amor pelo Brasil. Vale a pena. A exposição vai até 4 de maio (ver http://www.museulinguaportuguesa.org.br/museudalinguaportuguesa/GilbertoFreyre/).

Atravessando a rua, fomos à Pinacoteca. Fomos bem objetivos, pois queríamos ver a exposição da Tarsila do Amaral, intitulada Tarsila Viajante. "As peças foram inspiradas nas viagens que Tarsila do Amaral fez pelo Brasil e exterior e que exerceram uma forte influência sobre seu trabalho." (Folha de São Paulo - http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u361673.shtml). Para mim, além do prazer de ver os seus quadros, com cores fortes, me encantou as suas viagens. Me despertou a saudade de viajar, conhecer pessoas, culturas, cidades, praias, lugares novos. A exposição me mostrou ainda mais como Tarsila foi uma mulher à frente de seu tempo. Para quem ainda não foi, Tarsila viajante estará na Pinacoteca até 31 de março, mas é bom confirmar nos canais oficiais.

Ontem fomos ao MAC - Museu de Arte Contemporânea, da USP, no Ibirapuera. Fomos ver a mostra Street Art - do Grafitti à Pintura. Bem legal. Para quem entende, é possível encontrar obras de grafiteiros como Highraff, Ndrua, Zezão, Smael, André Brandão, Wany, Verbo, entre outros. Embora eu seja leiga em grafite, acho que o MAC está certíssimo de organizar uma mostra como esta. O Grafite é mais um elemento para discutirmos a nossa cidade e deixá-la mais bonita.





domingo, 17 de fevereiro de 2008

Inauguração

Bem vindos ao meu blog. Ainda não sei se dará certo, mas a idéia é compartilhar reflexões. Imagino que as mensagens crescerão e diminuirão ao longo do tempo, assim como a própria Alice, que ora crescia e ora diminuia. Assim como eu, no meu espírito gemininiano.

A história da Alice no País das Maravilhas sempre me fascinou, mas sempre me deixou angustiada. Acho que por isso me identifico tanto. Nunca consegui manter a calma da Alice, que embora confusa e querendo saber como voltar, teve a paciência de procurar o diálogo. Eu sempre me senti angustiada por ela, não vendo a hora de voltar à vidinha "normal".

No momento, me preparo para parecer mais com a Lagarta da Alice, que demonstra segurança embora impaciência. Apesar de o narguilé me passar uma imagem de calma....

Aqui quero compartilhar minhas angústias e minhas alegrias.